PPIPA: 2013-2016

sexta-feira, 17 Março, 2017 - 21:30

Visitas ao site do PPIPA, por países (10/2015 - 03/2017; Fonte: Google Analytics).

 

Em 2016, o Programa de Pós-Graduação em Imunologia e Parasitologia Aplicadas (PPIPA) comemorou 25 anos da recomendação pelo Grupo Técnico Consultivo da CAPES (DAA/GTC/096/91 de 31 de outubro de 1991) para a a instalação do curso de Mestrado, que iniciou de fato suas atividades em 1992. Posteriormente, a recomendação foi reconhecida pelo Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação (CNE/MEC), por meio da portaria 490 de 27 de março de 1997. O curso de Doutorado foi recomendado pelo Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES) da CAPES no ano 2000, sendo que o início das atividades do curso ocorreu naquele mesmo ano. Ambas as modalidades foram formalmente homologadas pelo CNE/MEC em 2012 (Portaria CNE/MEC No. 1077, de 31/08/2012, publicada no Diário Oficial da União em 13/09/2012, seção 1, página 25). Durante este um quarto de século de funcionamento, o PPIPA titulou um total de 316 profissionais, sendo 91 doutores e 225 mestres. Somente neste último quadriênio, 100 pós-graduandos foram titulados pelo Programa, com 39 defesas de tese de doutorado e 61 dissertações de mestrado, sendo estas finalizadas dentro do tempo médio exigido pela CAPES - 24 meses para o curso de mestrado, 48 meses para o curso de doutorado. Esta força de trabalho formada no âmbito do Programa hoje é responsável pela nucleação de diversos grupos de pesquisa em instituições de pesquisa e ensino superior, espalhados por todo o território nacional, no exterior, bem como conta com profissionais atuantes no ensino fundamental, médio e iniciativa privada.

Os últimos quatro anos (2013-2016) representaram um momento dos mais relevantes na história do PPIPA, com a sua avaliação pela CAPES como um Programa de Excelência em sua área, com inserção internacional, sendo agraciado com o conceito 6 no último processo avaliativo. Tal melhora em conceito ocasionou um grande número de mudanças no PPIPA, com a intenção de consolidar seu atual status, bem como induzir uma melhoria qualitativa e quantitativa progressiva em todos os seus índices. O planejamento derivado desta elevação de conceito, conduzida de modo estável por sucessivas gestões do Programa, trouxe avanços significativos para toda a nossa comunidade acadêmica, refletindo-se principalmente na quantidade e qualidade de suas publicações. Dos 373 artigos de docentes e discentes do PPIPA entre 2013 e 2016, 70% foram publicados em periódicos classificados entre os estratos A1 e B2 (Qualis/CAPES CBIII 2015). Além de um aumento considerável no número médio de publicações anuais neste quadriênio, observamos também uma nítida alteração qualitativa no perfil dos periódicos selecionados por nossos pesquisadores. Esta observação pode ser ilustrada pelas publicações do PPIPA no estrato A1: mais do que triplicaram entre os anos de 2013 e 2016.

Adicionalmente, o PPIPA tornou-se signatário do Programa de Excelência Acadêmica (PROEX) da CAPES em 2015, ação esta que proporcionou uma maior autonomia financeira ao Comitê Gestor do Programa, embora os recursos financeiros não puderam ser plenamente alocados, devido ao contingenciamento de recursos à CAPES e, consequentemente, aos Programas, imposto pelo governo federal nos últimos anos. Não obstante, tais eventos obrigaram o Colegiado do PPIPA a adequar todo o seu conjunto de resoluções, normativas e processos durante este período, com a intenção de atualizar o Programa para seus novos desafios, mesmo frente às dificuldades atuais. Dentro deste contexto, foram criadas ou atualizadas: 1. Regras de Credenciamento, Recredenciamento e Descredenciamento de docentes; 2. Normas para a definição do número de orientações por docente; 3. Critérios para acumulação de bolsas de estudos; 4. Desburocratização das inscrições em processos seletivos, com sistema online, editais anuais com dois cronogramas de seleção programados, isenção de taxas, dentre outros; e 5. Informatização e unificação dos relatórios discentes. 

Ademais, o PPIPA buscou fomentar financeiramente sua comunidade dentro dos seguintes vértices: 1. Distribuição de bolsas de estudos para o maior número possível de discentes elegíveis, com o comprometimento majoritário de seu orçamento anual com financiamento de tais cotas, incluindo-se cotas de programas de intercâmbio estudantil com outros países. Para que fosse possível verificar a eficácia de tal financiamento, foram implementados mecanismos de distribuição por mérito, tendo como base o regulamento do PROEX/CAPES. Assim, discentes veteranos renovam seus benefícios anualmente, concorrendo por meio de edital com ingressantes pelas cotas disponíveis; 2. Incremento na capacidade de divulgação científica dos resultados obtidos por seu corpo docente e discente - Pagamento de taxas de publicação em periódicos científicos classificados no Qualis da área nos estratos acima de B2, pagamento de taxas de revisão e editoração de manuscritos, diárias e passagens para congressos e simpósios, impressão de posters customizados, realização do VI Workshop PPIPA em comemoração aos 25 anos do Programa; 3. Pagamento de diárias e passagens para participação de examinadores externos a UFU em bancas - Conforme determinação do Regulamento Interno do Programa, todas as bancas examinadoras de trabalhos de conclusão contaram com a participação de docentes externos a UFU como membros titulares, sendo ao menos um participante externo por banca de conclusão de mestrado e pelo menos dois participantes externos por banca de doutorado. Apesar das restrições orçamentárias, tal medida foi mantida e garantiu a participação presencial de aproximadamente 140 pesquisadores externos à nossa Universidade em processos de avaliação do Programa nestes últimos quatro anos, potencializando de modo significativo a qualidade dos trabalhos conduzidos no âmbito do PPIPA; 4. Aquisição de reagentes, serviços e equipamentos de pequeno e médio porte para o desenvolvimento de projetos de pesquisa relacionadas aos trabalhos de conclusão vinculados ao PPIPA - tais esforços, tradicionais em nosso Programa, agora destinam-se majoritariamente à formatação de um laboratório multiusuário que atenda a todos os grupos de pesquisa vinculados; 5. Pagamento de diárias e passagens para discentes realizarem experimentos, estágios, e cursos, agregando qualidade em sua formação e na produção científica decorrente; 6. Manutenção de um cronograma de regular de palestras - indução e organização de eventos sobre conhecimentos e técnicas relevantes para a área de inserção do Programa, relatos do corpo discente sobre estágio no exterior, bem como com o auxílio de empresas parceiras e seus consultores científicos. 

A manutenção da qualidade do corpo docente e o grau de envolvimento com o Programa é fator fundamental que tem norteado a atuação do Colegiado do Programa, sobretudo à luz das recentes portarias da CAPES que definem claramente as funções dos docentes permanentes, visitantes e colaboradores. Para tal atividade, contamos com o apoio da Comissão de Credenciamento e Descredenciamento Docente na Pós-graduação Stricto Sensu, o qual é subordinado ao Conselho de Pesquisa e Pós-Graduação da UFU. Neste sentido, o fluxo de trabalho para o credenciamento, recredenciamento e descredenciamento de docentes no âmbito do PPIPA ocorrem no seguinte formato: 1. Análise e deliberação do Colegiado sobre a solicitação de pedidos de credenciamento e descredenciamento, bem como análise pormenorizada de todo o corpo docente credenciado, em face às normativas vigentes; 2. Análise de todo o corpo docente do PPIPA pela Comissão de Credenciamento e Descredenciamento Docente na Pós-graduação Stricto Sensu da UFU; 3. Deliberação sobre o relatório da comissão pelo Conselho de Pesquisa e Pós-Graduação da UFU. Neste formato, o PPIPA sente-se resguardado para por em prática regras meritocráticas, que atendam aos referenciais estabelecidos pela área de avaliação competente na CAPES (Ciências Biológicas III), sem que haja questionamentos mais agudos derivados de personalismos dentro do corpo docente ou de requisitantes. Neste último quadriênio, atuaram como orientadores do PPIPA uma média de 20,5 docentes, sendo 17,5 classificados como docentes permanentes (85%), 3 como colaboradores (15%) e 11 bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq (PQ-CNPq). Durante o período, o corpo docente do Programa atuou de modo intensivo na formação de recursos humanos especializados, perfazendo uma média superior a 5 orientações por cada docente permanente. No contexto de disciplinas ofertadas, também há um forte indicativo de participação ativa dos docentes credenciados, ofertando uma média de 33 disciplinas (1,9 disciplinas/docente permanente/ano) e 78 turmas (4,5 turmas/docente/ano), entre 2013 e 2016. 

Em relação às linhas de pesquisa, a maior ênfase na formação e pesquisa científica desenvolvida no âmbito do PPIPA estava historicamente concentrada em aspectos epidemiológicos e imunológicos contra patógenos humanos e animais, incluindo-se o desenvolvimento de métodos de diagnóstico e sistemática, biologia celular e molecular de protozoários, bactérias, vírus, helmintos e ectoparasitos. No entanto, a abordagem e profundidade das pesquisas científicas e capacidade de formação de recursos humanos qualificados nestas áreas foram comprovadamente sendo aprimoradas ao longo de um quarto de século desde sua instalação - afirmação esta possível mediante análise progressiva do desempenho do PPIPA junto à CAPES, bem como todos os indicadores considerados pela análise. Com o propósito de manter um constante aperfeiçoamento do Programa, atualizando-o quanto ao contexto científico atual e demanda do mercado de trabalho, as sucessivas coordenações têm trabalhado ao longo do último quadriênio para a consolidação definitiva da linha de pesquisa em ‘Imunopatologia e Alergia’. Para a consecução de tal meta, o PPIPA credenciou nos últimos anos docentes - novos professores contratados pela instituição, bem como pesquisadores de referência em suas áreas de pesquisa - que desenvolvem projetos com enfoque em processos tumorais, autoimunes e alérgicos, bem como na prospecção de biomarcadores celulares e moleculares que poderão auxiliar no desenvolvimento de tecnologias aplicadas ao diagnóstico, terapia e profilaxia contra estes processos. 

Com esta nova abordagem foi possível potencializar as interações do PPIPA com outras Universidades no país e no exterior. No Brasil, a comunidade PPIPA possui interação com instituições de ensino e pesquisa localizadas em 20 estados da Federação, que se encontram instaladas nas cinco regiões do país. Ademais, o PPIPA interagiu cientificamente entre 2013 e 2016 com mais de 25 instituições internacionais, localizadas na América do Sul e do Norte, Europa e Ásia, que participaram diretamente dos trabalhos realizados no âmbito do Programa, acolhendo discentes e docentes para estágios de aperfeiçoamento profissional, realizando experimentos em seus laboratórios relativos aos projetos aqui desenvolvidos, bem como por meio da transferência de tecnologia entre instituições.